Aquecer corretamente com piso radiante

Utilizar um piso radiante de forma eficiente: sabe como? Com truques simples, o seu aquecimento funciona de forma mais eficaz, proporciona um calor agradável e poupa dinheiro.

Piso radiante exposto em camadas sob o pavimento de madeira numa sala de estar luminosa

Aquecer de forma inteligente, aumentar a eficiência, desfrutar do conforto.

Cerca de dois terços dos custos energéticos dos lares alemães são atribuíveis ao aquecimento – aqui reside um enorme potencial de poupança que muitos deixam por explorar. Os modernos sistemas de aquecimento por superfície fazem precisamente a diferença neste aspeto: distribuem uniformemente um calor radiante suave pela divisão, proporcionam temperaturas agradáveis e reduzem o consumo e os custos. Quem utiliza os seus pontos fortes de forma inteligente, combina o máximo conforto com o mínimo esforço. Com as nossas dicas, poderá tirar o máximo partido do seu piso radiante.

#1 Selecionar o sistema de aquecimento adequado

A escolha do sistema de aquecimento certo – especialmente para um piso radiante – é mais do que uma questão técnica. É uma decisão em prol do conforto, da eficiência e da qualidade de vida. Seja numa construção nova ou numa renovação, numa área ampla ou num pequeno oásis de bem-estar: quem deseja aquecer os seus espaços de forma inteligente deve saber qual o sistema que realmente se adequa.

Piso radiante Schlüter BEKOTEC-THERM embutido em pavimento com cerâmica

Aquecimento por piso radiante à base de água: calor fiável vindo de baixo

O agradável calor radiante chega a todos os cantos da divisão e cria um ambiente confortável: é exatamente isso que um piso radiante com água proporciona. A água quente circula nas tubagens e distribui o calor de forma uniforme e eficiente. Embora os custos de instalação sejam inicialmente mais elevados, este investimento compensa a longo prazo, especialmente se o sistema for combinado com fontes de energia renováveis, como uma bomba de calor ou energia solar térmica. As grandes superfícies beneficiam particularmente desta solução.

Com o Schlüter-BEKOTEC-THERM, esta tecnologia clássica torna-se ainda mais inteligente: a altura de montagem reduzida permite poupar massa de betonilha. Mesmo em edifícios antigos, o sistema de camada fina pode ser facilmente integrado e o calor espalha-se mais rapidamente – uma verdadeira vantagem para quem não gosta de longos tempos de espera.
 

DITRA-HEAT-E instalado no pavimento de uma casa de banho © Schlueter-Systems

Sistema de aquecimento de superfícies elétrico: preciso e flexível

Às vezes, menos é mais. Quem deseja aquecer áreas pequenas, como casas de banho, encontra nos aquecimentos elétricos de superfície o parceiro ideal. Aqui, tapetes ou cabos de aquecimento proporcionam um calor agradável, rápido e preciso. A instalação é simples e económica – ideal para quem quer manter a flexibilidade.

O Schlüter-DITRA-HEAT-E leva o poder do aquecimento elétrico ao pavimento, à parede e até mesmo a áreas de estar com cerâmica. Graças à impermeabilização conjunta certificada, o sistema pode ser utilizado sem hesitação em casas de banho ou outras divisões húmidas. Quem gosta de calor pontual encontra aqui a solução perfeita, que combina conforto e segurança de forma elegante.

#2 Ajustar as temperaturas às necessidades da divisão

Cada divisão conta a sua própria história: a sala de estar convida ao relaxamento, a cozinha é o ponto de encontro e o coração da casa, no quarto o que conta é o conforto e a tranquilidade. É precisamente por isso que vale a pena controlar o calor onde ele é necessário. Quem regula a temperatura de forma consciente ganha duas vezes: mais conforto e poupanças significativas. Apenas 1 °C a menos faz uma grande diferença – é possível poupar cerca de 6% nos custos de aquecimento sem que o conforto da casa seja significativamente afetado. Os termóstatos inteligentes fazem o trabalho minucioso e garantem que a temperatura desejada se mantém constante.

Mas é o equilíbrio hidráulico que equilibra realmente o sistema. Pode imaginar-se como uma orquestra bem afinada: cada parte do sistema de aquecimento recebe exatamente a quantidade de calor de que necessita – nem demasiado, nem pouco. Assim, desaparecem os cantos frios, evitam-se os quartos sobreaquecidos e a energia encontra o caminho mais eficiente pela casa.

Pequenos ajustes com grande efeito, sem sacrificar o conforto: para quem gosta de mais detalhes, siga as temperaturas ambientes recomendadas.

Ilustração de uma casa com vários andares
Quarto

Quarto

Para um sono reparador, a temperatura ideal é entre 16 e 18 °C. Assim, o seu corpo desacelera, relaxa e regenera-se. Se estiver muito quente, corre o risco de ter noites agitadas e suar. Se estiver muito frio, o corpo reage com stress.

Sala de estar

Sala de estar

Na sala de estar, a temperatura ideal é entre 20 e 22 °C. Um clima interior equilibrado faz bem, sem sobrecarregar o corpo nem secar o ar. Assim, o dia termina de forma relaxada no sofá.

Casa de banho

Casa de banho

Para uma sensação agradável após o banho ou ao trocar de roupa, a temperatura ideal na casa de banho é de 22 a 24 °C. A temperatura mais elevada proporciona conforto e promove a evaporação da humidade, impedindo o aparecimento de bolor.

Cozinha

Cozinha

Na cozinha, pode ser um pouco mais fresco: 18 a 20 °C são suficientes. O fogão e outros aparelhos aquecem adicionalmente, pelo que não é necessária uma temperatura base mais elevada.

Corredores

Corredores

Os corredores e as áreas de entrada servem geralmente apenas como passagem – aqui, 15 a 18 °C são suficientes. Mais calor apenas aumenta os custos de aquecimento, sem melhorar significativamente o conforto.

#3 Controlo inteligente com termóstato e aplicação

Casa de banho aquecida com DITRA-HEAT-E, controlada através da aplicação © Schlueter-Systems

Poupar energia pode ser muito fácil – quase sem esforço, se a tecnologia de controlo for a adequada. Soluções para Smart Home, como termóstatos e aplicações, permitem controlar de forma inteligente o ciclo de aquecimento e o consumo, sem necessidade de ajustes constantes. Com esta tecnologia inteligente, pode programar todos os parâmetros de acordo com o seu ritmo diário e semanal. De manhã, quando a casa ainda dorme, ou durante o dia, quando não há ninguém em casa, o aquecimento reduz automaticamente a sua potência – e volta a ligar-se pontualmente, antes de entrar em casa ou de sentir frio.

Os períodos de redução também podem ser definidos com precisão, eliminando a necessidade de reajustes manuais constantes. Até mesmo as temperaturas de entrada podem ser definidas individualmente para aquecer cada canto da casa de forma eficiente. E, no final do dia, perceberá que conforto e poupança não são incompatíveis.

Temperatura de entrada, temperatura de retorno, diferenciação: o que é o quê?

Nos sistemas de aquecimento à base água, a temperatura de entrada é a temperatura da água que flui da fonte de aquecimento (por ex., bomba de calor ou caldeira) através das tubagens para o circuito de aquecimento. Enquanto os radiadores funcionam frequentemente a temperaturas de cerca de 60 °C, os modernos sistemas de piso radiante funcionam com apenas cerca de 30 °C. A temperatura de retorno, por outro lado, descreve a temperatura da água utilizada que retorna à fonte de aquecimento. Nos pisos radiantes, esta temperatura situa-se normalmente entre 20 e 25 °C. O fator decisivo para a eficiência é a diferença entre a temperatura de entrada e de retorno – a chamada diferenciação, medida em Kelvin (K). Uma diferenciação de cerca de 5 K é considerada ideal e indica um ciclo de aquecimento ajustado de forma económica.

#4 Utilizar a redução noturna de forma inteligente

Uma redução noturna da temperatura de 2 a 5 °C parece tentadora – e pode realmente ajudar a poupar energia. Mas cuidado: não é uma solução milagrosa e não funciona com a mesma eficácia em todos os edifícios.

 Bem isolado? Então vale a pena. Em casas com bom forte, as perdas de calor são mínimas. Assim, de manhã, o aquecimento precisa de pouca energia para atingir a temperatura desejada. Aqui, a redução noturna compensa: menor consumo, sem perda de conforto.

 Mal isolado? É melhor verificar. Se o aquecimento precisar de mais energia de manhã para voltar a funcionar, a redução pode até ser contraproducente. Assim, poupa energia à noite, mas paga mais de manhã.
 

Piso radiante e redução noturna: combinam?

Os pisos radiantes convencionais reagem lentamente. As baixas temperaturas de entrada fazem com que as diferenças de temperatura só sejam percetíveis após várias horas. Por isso, em casas com períodos de redução curtos ou que já tenham um bom isolamento, a redução noturna muitas vezes não traz qualquer benefício – na pior das hipóteses, o reaquecimento pela manhã consome ainda mais energia do que a que foi poupada.

A nossa dica: quem tem piso radiante deve verificar individualmente a redução noturna – não a ativar de forma generalizada. Às vezes, o aquecimento contínuo é mais eficiente e confortável.

Estrutura do sistema do Schlüter-BEKOTEC-THERM © Schlueter-Systems

De acordo com um estudo do Technische Gebäudeausrüstung Dresden, o Schlüter-BEKOTEC-THERM permite obter poupanças de energia de até 9,5% em comparação com os pisos radiantes convencionais, através da redução seletiva da temperatura ambiente. Graças à sua baixa altura de montagem, camada fina de betonilha e tecnologia de regulação inteligente, o sistema reage com especial rapidez, especialmente em combinação com revestimentos de pavimento termocondutores de cerâmica ou pedra natural. Isto torna o BEKOTEC-THERM ideal para a redução noturna.

O que são períodos de redução e para que servem?

Os períodos de redução ajudam a reduzir os custos de energia. Em determinados intervalos de tempo, a potência de aquecimento é reduzida automaticamente através da programação. Assim, o aquecimento aquece agradavelmente a casa antes de se levantar de manhã, passa para a redução noturna à noite, quando se vai dormir, ou desliga-se durante o dia, quando não há ninguém em casa. Importante: o reinício completo de um sistema de aquecimento de grande área pode consumir bastante energia. Porquê? Porque os pisos radiantes funcionam com temperaturas de entrada baixas e a fase de aquecimento demora mais tempo. Com o termóstato, os tempos de redução podem ser facilmente ajustados manualmente. Isto cria um ciclo de aquecimento que se adapta perfeitamente ao seu edifício e ao seu piso radiante.

#5 Evitar perdas de calor

Homem segura imagem com valores de calor representados simbolicamente numa casa © Fotolia

Uma sala de estar aconchegante, velas mergulham a sala numa luz quente, o sofá convida a relaxar – e, no entanto, o frio invade a sala. Com alguns passos simples, o calor permanece na casa de forma fiável.

 Um método antigo, mas eficaz: portas fechadas. Assim, o ar quente permanece onde é necessário e não desaparece para divisões menos aquecidas, como corredores.

 Janelas e portas são pontos fracos clássicos. Mesmo pequenas fugas podem causar correntes de ar. Quem verifica regularmente e veda de forma adequada cria a base para um aquecimento energeticamente eficiente.

 Uma casa bem isolada é como um casaco quente: mantém o frio no exterior e o calor no interior. Paredes exteriores com isolamento profissional, um telhado bem isolado e materiais intactos compensam a longo prazo em termos de conforto e poupança de custos.

 Também à noite se pode ganhar muito. Persianas ou estores fechados funcionam como uma camada de proteção adicional e retardam a perda de calor, especialmente durante os períodos noturnos de redução da temperatura.

#6 Ventilar de acordo com as necessidades

Casa de banho moderna com janela entreaberta © Schlueter-Systems

Deixe o ar húmido sair e o ar fresco entrar, mas da forma correta: esta dica é universal, independentemente do sistema de aquecimento instalado. Especialmente no inverno, a renovação regular do ar é fundamental. Pois só o ar seco e aquecido pode absorver a humidade que se forma nos interiores e, assim, prevenir eficazmente o aparecimento de bolor. Uma combinação adequada às necessidades de ventilação por choque térmico e ventilação reduzida tem-se revelado eficaz.

A ventilação regular por choque térmico ou reduzida renova completamente o ar da divisão em poucos minutos. A duração é tão curta que o chão, os móveis e as paredes mantêm o calor e não arrefeçam. Depois, a divisão pode ser aquecida novamente de forma rápida e eficiente, sem ajustar os radiadores ou termóstatos.

A ventilação reduzida provoca apenas uma pequena renovação do ar; as janelas têm de permanecer abertas por muito mais tempo para que o ar fresco entre na divisão. Em determinadas situações, isso pode ser útil, por exemplo, para eliminar a humidade que evapora lentamente das toalhas ou da roupa. No entanto, uma janela permanentemente aberta em bascular leva à perda de calor – neste caso, recomenda-se reduzir a potência do aquecimento para utilizar a energia de forma eficiente.

#7 Realizar a manutenção

Controlo do BEKOTEC-THERM © Schlueter-Systems

Uma verificação profissional realizada por especialistas protege contra perdas de energia dispendiosas. Danos não detetados, configurações incorretas ou depósitos são assim identificados atempadamente – antes que se tornem dispendiosos. O sistema de aquecimento deve ser verificado pelo menos uma vez por ano. O foco está na sujidade, vazamentos, defeitos técnicos e conformidade com as normas de segurança. Assim, a instalação permanece eficiente, fiável e segura. Mais: quem corrige pequenas falhas a tempo evita grandes reparações. Isso protege contra a fadiga do material, prolonga a vida útil do equipamento e alivia a carteira.

Pequena regra prática: é melhor agir a tempo do que pagar caro mais tarde.